Cheguei à conclusão que nenhum amor é puro. Eu acreditava que o
platônico era: amar sem esperar nada em troca, amar com todos os
defeitos, sem querer mudar. Mas ele é tão egoísta quanto os outros tipos
de amores. Cria-se uma perfeição inexistente sobre a pessoa, e acredita
nisso cegamente, porque a vaidade não suportaria admitir que a pessoa e
tão imperfeita quanto nós, e que talvez nada se assemelhe à imagem
criada. Ama-se a idealização, ama-se o inexistente.
Passamos essa
pífia existência tentando descobrir o que é aquilo que chamamos de
amor, e a que conclusão chegamos? Eu chego a conclusão de que todo amor é
egoísta, todo amor sustenta a vaidade. Mas e daí?!
As pessoas
vêm para enfeitarem as nossas vidas, para completarem... mas é
necessária a ciência de que continuaremos firmes e fortes sem ela. Não
podemos dar à uma pessoa o fardo de ser nossa estrutura. Todo amor tem
que ser livre... é tão mais bonito isso, porque se fica, é porque quer
ficar.
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