Poderíamos ter resolvido tudo. Poderíamos ter ido tomar um café e conversar sobre qualquer coisa boba, eu te faria rir e você me faria desistir daquilo que eu estava convicta: desistir de você.
Você pagaria a conta do café e eu insistiria para pagar a minha parte, seria em vão... saindo de lá, você estava pronto pra dizer algo do tipo: "olha...a gente...se...vê por aí!" Mas eu comecei a vomitar em você tudo que guardei por todos esses meses. E você me olharia assustado, não fazia ideia de que a garotinha de 16 anos, frágil e apaixonada conseguiria dizer tudo que disse. Mas eu nunca falo tudo, sempre fica algo por dizer. Quando todo o resto, inclusive você, se vão, ainda fica alguma coisa. Depois de dizer tanto, permaneço esperando sua resposta, sabendo que não virá. Ainda ofegante e meio sem jeito, te peço desculpas pela forma que falei e me despeço. Me despeço devagar, pra dar tempo de você dizer: "Não, fica mais um pouco...eu tenho coisas a te dizer, a gente veio aqui com o próposito de acertar as coisas...não, não vai embora, fica..." Mas tudo que ouço é: "A cidade é pequena, você sabe, a gente se esbarra por aí qualquer dia." E eu concordo com a cabeça, sorrio e sigo meu caminho, sem olhar pra trás. Durante o caminho, fico na esperança de você vir correndo e dizer: "é perigoso uma moça andar sozinha a noite, eu te acompanho..." mas você não vem...você nunca vem...
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